Minas Gerais já registrou 82 surtos de conjuntivite em 2018

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Olhos avermelhados e lacrimejantes; pálpebras inchadas e avermelhadas; secreção esbranquiçada e sensação de areia nos olhos. Estes são os principais sintomas da conjuntivite, que já provocou 82 surtos em Minas Gerais só nos dois primeiros meses e começo de março deste ano. Para se ter ideia, em 2017, foram notificados à Secretaria de Estado de Saúde (SES) um total de 180 surtos. De acordo com a pasta, “um surto é quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica, além da normalidade”.

Em Minas, os dados de surtos de conjuntivite estão separados pelas 28 Regionais de Saúde, que incluem todos os municípios do estado. As ocorrências na regional de Divinópolis equivalem a mais de 30% das notificações este ano. A cidade com o maior número na Região Centro-Oeste é São Gonçalo do Pará, com 24 casos. O outro município com surto notificado foi Paiva, que faz parte da Regional de Saúde de Barbacena, na Região Central de Minas, que notificou 17 surtos.

Segundo a SES, as cidades não são obrigados a notificar número de casos de conjuntivite, exceto se houver surtos. Ou seja, não é possível contabilizar o número certo de pessoas que foram infectadas pela doença. Apesar de a capital mineira não confirmar a existência de um surto, clínicas especializadas de olhos apontam um aumento de até 50% dos casos na última semana. Febre amarela: Doença mata 300 pessoas no Brasil desde dezembro e Minas apresenta o maior número de casos confirmados 

A conjuntivite é a inflamação da mucosa que, junto com a lágrima, protege o olho contra poeira, agressões do meio ambiente e outros fatores. Há vários tipos, entre eles a conjuntivite viral, bacteriana, química e tóxica. A secretaria explica que os casos mais comuns podem ser causados, também, por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou maquiagem. “Outra forma comum é a conjuntivite primaveril, ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar”, explicou a pasta, por meio de nota. A doença, normalmente, tem duração de 15 dias até a cura.

 

A regional de Belo Horizonte, que representa 39 cidades da Região Metropolitana, não notificou nenhum surto, mas os hospitais especializados de olhos apontam uma grande procura de pessoas com conjuntivite. O oftalmologista Cláudio Augusto Junqueira de Carvalho, do Centro Oftalmológico de Minas Gerais, confirma o aumento de pacientes atendidos pela clínica por conta da patologia. “O número que casos que atendemos mais que dobrou na última semana. A clínica está com filas devido a esse surto”, afirma o profissional. A Clínica de Olhos da Santa Casa também confirma um aumento “significativo” nos últimos sete dias.

A SES explica que a transmissão ocorre de pessoa a pessoa nos casos em que a doença é provocada por vírus ou bactérias, principalmente, por meio de objetos contaminados como equipamentos oftálmicos, toalhas, travesseiros, lenços e copos. Normalmente, a disseminação é rápida em ambientes fechados. Por isso, é preciso ter um cuidado especial em locais como escolas, creches, escritórios e fábricas.

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