Santa Bárbara, em Minas Gerais, é a primeira a ter cemitério vertical biosseguro público no país

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Após 300 anos enterrando seus mortos em sepulturas a sete palmos do chão, os moradores da cidade de Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais, passarão a “guardar” os corpos de seus entes queridos nas 265 gavetas de uma estrutura de sete andares que começaram a funcionar em 1º de dezembro.

O município, fundado em 1704, tem apenas um cemitério. Depois de tantos anos de sepultamentos, o local chegou à sua lotação máxima. De acordo com decreto municipal publicado no dia 8 de novembro, “todas as inumações (sepultamentos) que vierem a ocorrer no Cemitério Municipal deverão ser realizadas nas gavetas de sepultamento temporário (…)”.

“O cemitério está no limite da sua capacidade. Há uma pequena área nos fundos que poderia ser utilizada para ampliá-lo, mas ela atenderia a demanda até três ou quatro anos. Por isso nós decidimos por essa estrutura”, disse o prefeito Leris Felisberto Braga (PHS).

Santa Bárbara é a primeira cidade do país a ter um cemitério vertical biosseguro público, de acordo com a empresa responsável pela tecnologia. As gavetas que vão abrigar os restos mortais têm durabilidade superior a 50 anos. Elas são feitas de fibra de vidro e resina de garrafa pet.

O cemitério municipal de Santa Bárbara chegou ao limite da lotação, segundo a prefeitura.

A grande vantagem, segundo a prefeitura, é a questão do espaço. Sete sepultamentos verticais usam a área necessária de um túmulo no sistema convencional. Outro benefício apontado por Leris é o ecológico.

“Por causa da decomposição dos corpos, o solo pode ser contaminado. Neste sistema novo, a caixa de fibra não permite isso”, disse o prefeito.

Cemitério vertical tem 265 gavetas feitas de garrafas pet e fibra de vidro.

De acordo com o fabricante, as gavetas possuem dispositivos que permitem a troca gasosa, propiciando a decomposição. Um filtro também promete não poluir o ar. Além disso, a pressão, a temperatura e a umidade de cada túmulo serão monitoradas para evitar possíveis vazamentos, segundo a prefeitura.

O decreto municipal afirma que os restos mortais ficarão nas gavetas por três anos. Em seguida, serão levados para um ossuário com identificação. Por causa da rotatividade, o problema do espaço estaria resolvido, segundo o prefeito. “É uma solução sustentável e inovadora”, disse ele. A obra do cemitério biosseguro custou mais de R$ 447 mil aos cofres públicos.

As famílias que possuem jazigo no cemitério ainda poderão enterrar os corpos de entes queridos em sepulturas tradicionais.

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